Não finjo
É assim
Dúvida, medo, incerteza
Mas vou até o fim
Se coragem fosse
Ausência de medo
Coragem não seria
Pois medo é todo dia
Coragem é sim ter medo
Mas não deixar tão cedo
Fazer-se pedra
E deixar o enredo
É mesmo na aflição
Levantar
No olho vermelho
Trabalhar
No corpo cansado
Não deixar
Diz que covarde é quem treme, quem chora
Covarde é quem faz do medo
Maestro da vida
Caminha por notas contritas
E a música aflita é regida
O medo me faz entender
O canto escuro de mim
Que não quero ver
Me lembra que nada sou
Me lembra de quem me falou
Filho, minha vida dou.
quarta-feira, 23 de março de 2011
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