Gosto de quem gosta de música
Mas também gosto de quem curte um bom silêncio
Gosto de quem fala pouco e fala bem
E de quem fala muito e fala bem.
Gosto de quem não ouve por educação
Mas cala para ouvir
E ouve de coração.
Gosto de quem abraça
E não fica sem graça
Que não quer parecer
Aparecer
Mas ser.
Gosto de quem não explica o amor
Mas faz o amor
Gosto de gente desinteressada
Em dizer fui eu que fiz
Mas que faz e faz de novo
E no fazer já é feliz.
Gosto de quem rima
Mas gosto de um texto corrido
Gosto de quem entende que a vida às vezes pega um rumo totalmente diferente do que planejamos e que às vezes perdemos o controle das coisas e que tudo parece que perdeu razão de ser.
Gosto de quem gosta do clichê ‘no fim tudo acaba bem’.
Aliás, sou fã de quem sabe apanhar e continuar na luta.
Talvez os únicos que eu conheça com este talento sejam Rocky Balboa e Tyler Durden. Mas o conhecimento de mundo e a prática dessas palavras por parte deste autor são como um grão de mostarda.
Gosto especialmente de quem não treme ao se lembrar que a vida acaba
Gosto de quem é feliz sabendo que não existe pedra filosofal ou poção do Asterix
Gosto de quem tem a plena convicção e aceita sem peso que pode morrer a qualquer momento.
Difícil é não ter um princípio de oxiúros diante dessa palavra: Morte.
Mas fácil e divertido é sacar que a morte está aí. Esta é única certeza que todos os bilhões de seres humanos ao redor do mundo compartilham.
A qualquer momento tudo pode acabar. E aí?
Aí é que entra o fácil e divertido. É divertido também testemunhar como o texto caminhou para esse ponto.
Todo o tipo de medo, incerteza, todo, de qualquer origem, diante da morte, se torna aquele grão de mostarda que mencionei.
Se tiver a oportunidade, pegue um grão de mostarda em suas mãos um dia. É uma das menores sementes que a natureza já criou.
Diante da morte, sua insegurança em tomar a decisão correta é do tamanho dessa semente.
Se puder, ainda com ela em mãos, lembre-se: você vai morrer.
Hoje, amanhã, daqui a 30, 80 anos.
Sabendo disso, que escolhas você tem feito?
De que maneira tem vivido?
Você espera por alguém que quer que volte?
Você sorri quando sua alma quer gritar?
Você espera que um dia as coisas melhorem?
Talvez você até deseje a morte. Eu mesmo já a desejei. Fervorosamente.
Você acha que não vale tentar fazer o que você sente que nasceu para fazer?
O que te impede? Tentar e falhar? O que os outros, amigos, inimigos, família, vão dizer? Presenciar o sucesso alheio e achar que você nunca vai ser realmente feliz porque está apenas insistindo em um sonho bobo?
A vida acaba. Dinheiro, fama e status também. E a morte pode vir amanhã.
E quando ela vier você vai estar tranquilo sabendo para onde vai? Sabendo que tentou a vida toda ser e não parecer? Que tentou achar as palavras das pessoas do seu dia a dia sempre mais fascinantes que as suas próprias?
Que vale a pena amar as pessoas ao seu redor, independente do seu grau de intimidade com elas, cor delas, opção sexual, religião?
Gosto de quem diz “sim”.

2 comentários:
Lendo esse seu poema, senti que realmente não é nem um pouco superficial. Você o escreveu realmente acreditando e botando fé em cada linha.
Quando li, achei esse poema a sua cara. de verdade!
Parabéns está lindo!
=]
God Bless you
Seu blog é muito interessante...
.... Tenha um Lindo Dia!
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